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Gary Chapman é conselheiro matrimonial, pastor cristão norte-americano, palestrante e autor do livro “As 5 linguagens do amor”. Tornou-se mundialmente conhecido precisamente com este conceito das5 Linguagens do Amor”, uma das abordagens influentes na área dos relacionamentos interpessoais. Foi, efetivamente, no campo dos relacionamentos amorosos e familiares, com foco na comunicação e expressão emocional (casais e famílias) que o trabalho de G. Chapman se destacou, não obstante a sua aplicabilidade a outros contextos relacionais (ex, contextos profissionais).  Não sendo psicólogo de formação, o seu legado tem vindo a ser considerado e referenciado com uma base explicativa e organizadora dos processos comunicacionais nos relacionamentos humanos, particularmente amorosos, e desenvolvimento de estratégias facilitadoras dos processos de comunicação, não obstante não se tratar de uma teoria validada cientificamente!

Chapman procurou explorar e aprofundar a ideia de que as pessoas expressam e recebem amor de maneiras diferentes; esta ideia simples, permite a tradução de questões emocionais complexas em conceitos de fácil compreensão que podem potenciar processos igualmente mais simples de comunicação, melhorando a qualidade das trocas relacionais, evitando conflitos e/ou ajudando na sua compreensão e resolução, adequação e compreensão de expectativas de cada elemento envolvido na relação. Com efeito, Chapman ofereceu-nos uma ferramenta de tradução emocional: um dicionário interno que nos convida a escutar melhor, a observar com mais cuidado, a amar com mais intenção. Segundo ele, há cinco formas principais de expressar amor:

  • Palavras de afirmação
  • Tempo de qualidade
  • Atos de serviço
  • Presentes
  • Contacto físico

Segundo Chapman, cada pessoa tem uma ou duas “linguagens principais” pelas quais dá e recebe amor. Falar linguagens diferentes, entre os parceiros, contribui para o desequilíbrio, introduz ruido, mal-entendidos e potencialmente conflitos, desencontro de expectativas — pode haver amor, mas onde fica a conexão?

  • Palavras de Afirmação – as palavras importam e tem grande importância no processo de comunicação (é de comunicação que falamos e da sua importância na relação): o que digo e como digo impacta na forma como o outro compreende e interpreta a mensagem; palavras de carinho, elogios, uma conversa prazerosa, um diálogo, cartas escritas, etc…“Preciso de ouvir que me amas.”
  • Frases como “Gosto tanto de ti”, “Estou orgulhoso de ti”, “Fazes-me feliz”;
  • Elogios sinceros;
  • Agradecimentos explícitos; expressar gratidão;
  • Tempo de Qualidade – dedicar tempo (efetivo e com intencionalidade na agenda) às pessoas que amamos permite a expressão e a tradução de sentimentos. Conversas sem distrações;
  • Momentos partilhados, mesmo que simples (ex: um café, uma caminhada),
  • Estar presente em todos os sentidos e dimensões (sem fatores distratores);

   3) Receber Presentes – o presente (não precisa de ser um objeto material valioso – pode ser algo simbólico e metafórico, uma pequena surpresa) como uma forma de expressar amor pelo outro, somente. Importa e considera-se aqui o tempo que se dedicou a pensar sobre o que dar/oferecer ao traduzir quer um investimento emocional com intencionalidade, quer do conhecimento atento sobre o outro (amado).  “Os gestos significam muito para mim.”

  • Não se trata de valor material, mas de intenção: “Lembrei-me de ti.”
  • Pequenos detalhes, lembranças, flores, um bilhete;
  • Representam carinho visível;

4) Atos de Serviço – esta categoria descreve os atos ou tarefas que o outro realiza como forma de comunicar o que sente. “Amor é ajudar-me; estar atento às minhas necessidades”;

  • Fazer algo pela pessoa;
  • Mostrar cuidado através de ações práticas;
  • Ser prestável, cuidadoso, atencioso (sem pedido expresso); envolver-se;

5) Toque Físico – o contato físico é uma forma simples de comunicação onde as palavras não são necessárias; Desde que nascemos que o colo é uma das expressões de demonstração de afeto, vínculo, segurança e cuidado. O colo tem o poder de acalmar, tranquilizar e serenar, estabelecendo canais e elos de comunicação. Este colo assume depois ao longo do nosso crescimento e desenvolvimento outras formas de expressão, mas mantendo a evidência do poder curativo do toque físico. Beijos, abraços, mãos dadas, carinho, proximidade física.

 

Implicações práticas nos relacionamentos amorosos:

  • As pessoas tendem a dar amor da forma que gostariam de o receber, o que potencialmente, pode gerar grandes distâncias emocionais. Não saber ler esta mensagem (ausência de literacia emocional) pode levar a frustrações acumuladas, desencontros emocionais, silêncios destrutivos e conflitos latentes.
  • Aprender a “falar” a linguagem do outro é um gesto de empatia e de procura de conexão;
  • A comunicação como elemento central na relação;

Na psicologia relacional considera-se que cada parceiro numa relação vive uma realidade própria. Ninguém ama da mesma forma. Ninguém sente o mesmo, mesmo estando no mesmo momento.

  • Gary Chapman considera que o amor é expresso em 5 formas principais, e cada pessoa tem uma ou duas linguagens predominantes.
  • Cada linguagem do amor representa uma forma diferente de perceber e dar significado ao amor. E por isso, a literacia sobre este tema pode evitar muitos desencontros!!

  Fica então a sugestão da leitura do livro de Gary Chapman – As 5 linguagens do amor!

 

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